Estamos acostumados a ter a crença de que tudo durará para sempre, sejam situações positivas ou negativas. No final das contas, isso não passa de uma dificuldade enorme e latente em aceitar a finitude das coisas. Quando sofremos, acreditamos que esse sentimento nunca irá acabar e depois, com o tempo, ele passa e temos a percepção de que sofremos demais à toa. O mesmo acontece quando estamos vivendo uma fase considerada feliz em nossas vidas, por querer acreditar na eternidade das coisas acabamos procrastinando encontros/momentos e nos acomodando com as situações, então quando elas acabam ficamos sem chão e com a sensação de que poderíamos ter aproveitado mais e não aproveitamos. Aqui, nos deparamos com duas questões: a aversão à impermanência e a falta de preparo para lidar com ela. De antemão, para solucionarmos esses problemas, é preciso entender e aceitar o fato de que a eternidade não existe. Tudo muda o tempo todo constantemente e isso não é necessariamente algo rui...
Uma bagunça mental, um amontoado de ideias e um pouco da utopia de uma lua pisciana.