Homem de ferro, Batman, Dr. Manteiga, Bolinho de Fubá, Sorvetão, Papai Noel, Cuiú-cuiú, Tubarão...etc. De personagens de história em quadrinhos a comidas e animais, tem nome para tudo no universo político. Dá para acreditar que esses são alguns dos nomes dos mais variados candidatos a deputado estadual do Brasil em 2018? Pois é, de pastor a cantor de funk, o cardápio eleitoral anda bastante diversificado.
O primeiro sentimento que temos ao nos depararmos com essas figuras é o de jocosidade, depois vem a sensação da falta de senso de ridículo e, por fim, o descrédito total.
Nunca, em hipótese alguma, daríamos o nosso voto ao “Tonhão da Macaxeira”. “Jamais, o que ele sabe sobre política?”, a maioria pode pensar.
Ultimamente, passei a refletir um pouco mais sobre essa questão. Candidatos que, à primeira vista, são totalmente improváveis, impensáveis e não merecedores da nossa confiança não teriam também o seu valor?
O motivo dessa total descrença é porque grande parte deles falam errado, não têm “cultura” - que, aliás, é algo muito subjetivo -, não têm um nível superior?
Será que um morador de uma favela não vai entender muito melhor de como funciona o tráfico de drogas em sua comunidade, já que convive quase que diariamente com isso, do que alguém que nunca conviveu?
Em outras palavras, uma pessoa que vive “na pele” determinado problema não seria a pessoa ideal para ajudar a tentar resolvê-lo?
Em outras palavras, uma pessoa que vive “na pele” determinado problema não seria a pessoa ideal para ajudar a tentar resolvê-lo?
E se esses candidatos inimagináveis tivessem a chance de serem eleitos, fariam melhor do que os que aí estão? Talvez sim, talvez não. Não há nenhuma garantia.
Acredito que o conhecimento acadêmico não seja o pilar para se fazer uma boa política, vivência e experiência, além de boa vontade, valem mais na minha concepção.
Acredito que o conhecimento acadêmico não seja o pilar para se fazer uma boa política, vivência e experiência, além de boa vontade, valem mais na minha concepção.
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